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DILMA ESPERA POR BAIXA NA INFLAÇÃO PARA ANUNCIAR NOVAS DESONERAÇÕES

13/03/2013
Se preços continuarem a subir de forma indesejada, presidente pode até vetar alguns incentivos.
 
Gustavo Machado

Para incentivar a atividade econômica do país, a Presidente da República, Dilma Rousseff, já possui em sua mesa novos pacotes de desonerações. No entanto, está aguardando um melhor momento para anunciá-los. Mais especificamente, Dilma espera a publicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que será feita na próxima sexta-feira (8). As medidas, que desoneram a cesta básica e a folha de pagamentos de 40 novos setores, entre industriais e prestadores de serviços, podem causar um efeito desfavorável à inflação, na visão da presidente. O momento econômico atual do país, o qual é chamado por alguns de estagflação - estagnação do crescimento com inflação elevada - pode estar perto do fim e é a aposta da presidente. Caso o IPCA de fevereiro aponte uma resistência acima da desejada pelo Planalto, a presidente pode segurar os pacotes, e há quem diga, pode até vetar as novas desonerações da folha de pagamentos. 
 
O Congresso Nacional aprovou semana passada uma extensão à Medida Provisória 582/2012, adicionando 40 novos setores ao programa que substitui a contribuição previdenciária incidente nos salários pela taxação de 1% do faturamento das companhias contempladas. Sob o argumento de que pode haver perda de receita, conta que o governo dará maior importância neste ano, Dilma estuda vetar a extensão a estes novos setores. O projeto, que originalmente contemplava 15 novos setores, foi ampliado sem a anuência do Planalto. No Ministério da Fazenda, a única desoneração programada para o início deste ano é a da cesta básica. Caso decida aprovar a extensão da MP 582, a presidente aguardará ao menos a queda da inflação para patamares mais confortáveis. 
 
Segundo indicações do próprio Banco Central, esta acomodação do IPCA deve acontecer entre o final do primeiro semestre e o início do segundo. Atualmente, a inflação oficial está em 6,15% e pode passar de 6,20% em fevereiro, segundo projeções.
 
Pneumonia 

Dias após a publicação das contas nacionais, as quais indicaram crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não está sofrendo grandes consequências da crise internacional. Ela se apega às baixas taxas de desemprego e ao crescimento da renda para indicar que a situação econômica ainda é boa.“O Brasil vem mudando porque nós aumentamos as oportunidades de trabalho e reduzimos o desemprego; porque nós demos uma correção correta para o salário mínimo”, disse a presidente, em João Pessoa, durante entrega de novas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida. “O Brasil vem mudando porque, quando há uma crise lá fora, um espirro, não pega pneumonia”, acrescenta. Repetindo promessas feitas na semana passada, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a presidente diz que seu governo atacará os problemas que afetam a competitividade do Brasil, e citou especificamente a situação de portos e aeroportos. 
 
Recentemente o governo iniciou um programa de concessão de aeroportos e está em tramitação no Congresso uma medida provisória, considerada prioritária pelo Palácio do Planalto, para reformar a regulamentação dos portos no país. Dilma também disse em João Pessoa que seu governo “não descansará” até que todos os brasileiros tenham acesso a moradias dignas e que novas unidades serão contratadas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Com agências
 
 
 
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